Páginas

domingo, 1 de maio de 2011

Páscoa: passagem (da morte para a vida) não passeio ...na vida para a morte

A importância deste símbolo da redenção frente à cultura intitulada "pós-cristã"


A quebra de braço entre a mente secular e a doutrina judaico-cristã a respeito da situação humana referente às questões eternas (criação, pecado, redenção, vida eterna, etc.) perdura há séculos. Porém depois da implantação do Iluminismo, surgido no século XVIII, o ideal secularista, ou seja, o secularismo, que é uma política de separação entre religião e Estado, a partir da ideia de que os sacerdotes e as instituições religiosas não devem ter poder político nem influenciar nas leis, vem crescendo ao ponto de que a política vem exercendo forçada e alienadora influência sobre a religião.
O Iluminismo é, para sintetizar, uma atitude geral de pensamento e de ação. Os iluministas admitiam que os seres humanos estão em condição de tornar este mundo um mundo melhor - mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e do engajamento político-social. www.wikipedia.org[4]
Na verdade o ideal iluminista secularizante não ataca todas as religiões com tanta frequencia como ataca o cristianismo. Novidade! Tudo que no parágrafo anterior foi afirmado está resultando em um novo comportamento secularizante que se intitula "era pós-cristã". Dizem os entusiastas que a era cristã já passou e, portanto, estamos vivendo um momento onde as verdades cristãs são dispensáveis. Inapropriadas para essa época tão "tolerante".
Realmente fica perceptível a cada ano o desprezo pelos símbolos e verdades cristãs. Porém essa atitude não se mostra tão explicitamente. Tudo vem mascarado de frases pseudo-cristãs.  Um discurso ecumênico e comercial. Isso resulta em um subproduto com características de várias tendências (econômicas, sociais, religiosas, políticas, midiáticas e etc). Enfim o público terá em mãos mercadorias tanto as necessárias quanto as supérfluas, sobretudo; que “representam” não os ideais cristãos, mas os interesses da ditadura dessas tendências. Essas aquisições promovem associações duvidosas com a festa cristã e infundem na mentalidade em geral a paganização do simbolismo e doutrina da páscoa.


Para os crentes o significado de páscoa, que é passagem; remonta o dia em que o Senhor, Criador de todas as coisas, mandou os hebreus sacrificar cordeiros de um ano sem defeito e marcar o batente das portas com o sangue dos animais a fim de que o anjo da morte não golpeasse o primogênito da família. O cumprimento de tal ordenança faria com que o anjo destruidor passasse por cima da casa marcada pelo sangue. O que representava a confirmação da confiança que a família depositou nas palavras do Senhor. Na madrugada daquela noite de juízo, o Senhor resgatou o povo de Israel da escravidão egípcia e os levou à terra prometida. Tal acontecimento foi estabelecido como memorial e o seu simbolismo apontava para a missão de resgate que o Filho de Deus viria realizar na terra.
 A missão de Jesus Cristo se constituiu de dar a vida para desviar a ira de Deus “sobre toda a impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça”. Assim como a morte do cordeiro livrou as famílias que marcaram as portas com o sangue dele. A morte de Jesus livra àqueles que se apropriam dela, isto é, do seu caráter substitutivo, pela fé. O cordeiro substituía o primogênito. O primogênito de Deus substituiu a humanidade pecadora.
Páscoa é para o cristão a passagem da morte para a vida nessa vida de passeio para a morte. Não podemos deixar que os ideais da sociedade politicamente correta prostituam a essência desse memorial cristão. Temos está importante ferramenta que oferece aos homens uma saída para um futuro garantido. Estamos vendo milhares de pessoas iludidas nesse passeio sem encontrar a passagem. Cristo é a Páscoa para a vida eterna. Este é o significado deste memorial.

Coram Deo (Vivam diante da face de Deus)
Fraternalmente
Jadson Oliveira

Nenhum comentário: